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sábado, 23 de abril de 2011

Expansão marítima portuguesa

"Portugal foi a primeira nação a realizar a expansão marítima. Além da posição geográfica, de uma situação de paz interna e da presença de uma forte burguesia mercantil; o pioneirismo português é explicado pela sua centralização política que, como vimos, era condição primordial para as Grandes Navegações.
A formação do Estado Nacional português está relacionada à Guerra de Reconquista - luta entre cristãos e muçulmanos na península Ibérica.
A primeira dinastia portuguesa foi a Dinastia de Borgonha ( a partir de 1143 ) caracterizada pelo processo de expansão territorial interna.
Entre os anos de 1383 e 1385 o Reino de Portugal conhece um movimento político denominado Revolução de Avis -movimento que realiza a centralização do poder político: aliança entre a burguesia mercantil lusitana com o mestre da Ordem de Avis, D. João. A Dinastia de Avis é caracterizada pela expansão externa de Portugal: a expansão marítima.
Etapas da expansão
A expansão marítima portuguesa interessava à Monarquia, que buscava seu fortalecimento; à nobreza, interessada em conquista de terras; à Igreja Católica e a possibilidade de cristianizar outros povos e a burguesia mercantil, desejosa de ampliar seus lucros.
A seguir, as principais etapas da expansão de Portugal:
1415 -tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África;
1420 -ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Atlântico;
1434 -chegada ao Cabo Bojador;
1445 -chegada ao Cabo Verde;
1487 -Bartolomeu Dias e a transposição do Cabo das Tormentas;
1498 -Vasco da Gama atinge as Índias ( Calicute );
1499 -viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil."

EXPANSÃO MARÍTIMA DO SÉCULO XV

FATORES QUE PROVOCARAM A EXPANSÃO
- Centralização Política: Estado Centralizado reuniu riquezas para financiar a navegação;
- O Renascimento: Permitiu o surgimento de novas idéias e uma evolução técnica;
- Objetivo da Elite da Europa Ocidental em romper o monopólio Árabe-Italiano sobre as mercadorias orientais;
- A busca de terras e novas minas (ouro e prata) com o objetivo de superar a crise do século XIV;
- Expandir a fé;
OBJETIVOS DA EXPANSÃO
- Metais;
- Mercados;
- Especiarias (Noz Moscada, Cravo...)
- Terras;
- Fiéis;
PIONEIRISMO PORTUGUÊS
- Precoce centralização Política;
- Domínio das Técnicas de Navegação (Escola de Sagres) *
- Participação da Rota de Comércio que ligava o mediterrâneo ao norte da Europa;
- Capital (financiamento de Flandres);
- Posição Geográfica Favorável;
ESCOLA DE SAGRES – Centro de Estudos Náuticos, fundado pelo infante Dom Henrique, o qual manteve até a sua morte, em 1460, o monopólio régio do ultramar. O "Príncipe perfeito" Dom João II (1481-1495) continuou o aperfeiçoamento dos estudos náuticos com o auxílio da sua provável Junta de Cartógrafos, que teria elaborado em detalhe o plano de pesquisa do caminho marítimo para as índias.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Principais filósofos do ABSOLUTISMO





Nicolau Maquiavel (1469-1527),O Príncipe
# governo forte, livre da influência da Igreja
# uso dos meios para atingir o poder
#utilizar meios legais ou ilícitos para se conservar no poder.
# O príncipe deve ser “um lobo em pele de carneiro”.
# Para Maquiavel a mentira e a traição eram minimi¬zadas porque “os fins justificam os meios”.

Jean Bodin (1530-1596) e Jacques Bossuet (1627-1704) Teoria do Direito Divino.
# A autoridade real é vontade divina = o rei era um homem predestinado por Deus para governar o mundo.
# Deus paira sobre o Universo e o rei paira sobre os homens e somente a Deus o rei presta contas.
# Desobedecer ao rei = é desobedecer a Deus.

Thomas Hobbes = “o homem é o lobo do próprio homem”
# o poder absoluto do rei = a única forma de promover a paz entre os homens e a segurança dos gover¬nados.
# Os homens deixados à própria sorte e às disputas de interesses particulares = o caos através de guerras sem fim.

ABSOLUTISMO


SÉCULO XIV = processo de Centralização Política nas mãos do rei.
SÉCULO XVI = Nações européias = Estados Modernos.
(REI + BURGUESIA) X NOBREZA

ESTADO MODERNO

MONARQUIA NACIONAL
BURGUESIA = financiaria os exércitos para o rei.
REI = criaria um sistema de pesos e medidas e moeda.

REI
Pairando acima da nobreza e da burguesia.
Usando a força ou a religião.
ABSOLUTISMO = concentração de todos os poderes nas mãos do rei.

MERCANTILISMO



Política Econômica do Estado Absolutista.
Objetivos
Poupar, lucrar e Obter o máximo de recursos para preservar o poder absoluto do Rei
Características:
Intervenção do Estado na Economia
# BALANÇA DE COMÉRCIO FAVORÁVEL = Exportar mais e importar menos;
# METALISMO = muito metal acumulado é sinal de riqueza;
# SISTEMA COLONIAL = os países europeus possuírem outras terras;
# COLÔNIAS = para fornecer metais e matéria-prima lucrativas e comprar artigos europeus.
# INTERVENCIONISMO ESTATAL = o Estado controlar todas as atividades mercantis;
# PROTECIONISMO ALFANDEGÁRIO = os países europeus impuseram altas tarifas sobre as mercadorias importadas.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ILUMINISMO

AS LUZES DA RAZÃO


O Iluminismo é chamado de filosofia das luzes, do esclarecimento. A luz que nos faz compreender, que nos traz conhecimento: é a luz da razão, ou seja, da capacidade humana de pensar. A Razão era vista algo que valia para toda a humanidade. Acreditavam que, se utilizassem a razão, os homens poderiam descobrir qualquer mistério do universo, conseguiriam resolver qualquer problema da sociedade.
1 . ESCLARECER É EDUCAR = Os iluministas diziam que “ninguém nasce com idéias prontas. Todos os homens são resultado da educação que tiveram.” “Os homens são produto da educação e da sociedade em que vivem.” Jean-Jacques Rousseau dizia que: “O homem é bom por natureza, a sociedade é que o corrompe.” Assim o objetivo da educação seria despertar a bondade e as qualidades naturais do ser humano. Eles acreditavam que a Igreja tornava as pessoas ignorantes, perversas, supersticiosas e submissas.
2 . A RAZÃO APLICADA AO PROGRESSO = Usar a razão proporciona o PROGRESSO. Ou seja, os iluministas acreditavam que se os homens fossem racionais, a sociedade conheceria o progresso material e institucional. Para eles, a felicidade humana seria alcançada pelo uso da razão, liberdade e progresso. A miséria e a opressão não seriam uma cruz a ser carregada para sempre. A famosa Enciclopédia de Diderot e D’Alembert diziam que por meio da ciência e da tecnologia, a razão se tornava um instrumento para modificar o mundo, para criar o progresso material. A ciência tinha o papel de explicar o funcionamento do universo e da vida.
3 . A TOLERÂNCIA = o FILÓSOFO ILUMINISTA FRANCÊS Voltaire gostava de dizer: “Não concordo com uma só palavra que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de falar livremente.” Ele defendia a tolerância, ou seja, a idéia de que devemos respeitar as pessoas que pensam diferente de nós. Graças ao uso da razão, os homens de todo o mundo poderiam se comunicar, dialogar e se entender. Com isso, as guerras e as perseguições seriam evitadas.
4 . IGUALDADE JURÍDICA = Os iluministas achavam que a natureza fez com que todos os homens nascessem iguais. A lei deveria ser universal, ou seja, todos os homens teriam os mesmos direitos. Portanto, um regime político só seria justo se estabelecesse a igualdade jurídica. Admitiam as diferenças de riqueza na sociedade. Tal idéia agradava a burguesia.
5 . A LIBERDADE = Eles defendiam o direito à liberdade. O francês Montesquieu, defendeu a teoria da separação dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para limitar os poderes do Rei. Perceberam que existe um princípio fundamental na defesa dos direitos do cidadão. É o princípio de que o Estado não tem o direito de oprimir o cidadão. O Estado existe para servir ao cidadão, e não o contrário. Por isso, o Estado deveria se submeter às leis.

ROUSSEAU

“É preciso encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e a propriedade de cada um de seus cidadãos, e pela qual cada um, unindo-se a todos, não obedeça portanto senão a si mesmo, e permaneça tão livre como anteriormente. Tal é o problema fundamental cuja solução é dada pelo CONTRATO SOCIAL ...
A fim de que o contrato social não seja apenas uma fórmula vazia, todos precisam compreender que todo indivíduo que se recusa a obedecer à vontade geral deve ser forçado por seus companheiros a fazê-lo. É uma maneira de dizer que pode ser necessário forçar um homem a ser livre; sendo neste caso a liberdade, a obediência à vontade de todos.” ( JEAN-JACQUES ROUSSEAU )

MONTESQUIEU

“ É uma experiência eterna a de que todo homem que tem poder é levado a abusar do mesmo; ele vai até o ponto em que encontra limites (...)
Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais ou dos nobres ou do povo exercesse esses três poderes, o de fazer leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos.”
(MONTESQUIEU)

ILUMINISMO


“Liberdade é unicamente o poder de agir . Se uma pedra se movesse por sua escolha, seria livre. Os animais e os homens têm esse poder, portanto são livres. (...) Querer e agir é precisamente o mesmo que ser livre. (...) Ainda que eu não concorde com uma só palavra do que dizeis, defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo.” (Voltaire)

domingo, 19 de abril de 2009

TRANSFORMAÇÕES PROFUNDAS NO SISTEMA DE PRODUÇÃO

Da calma produção do artesanato, em que os operários eram, organizados em corporações de ofício regidas por estatutos, onde todos se conheciam, em que o aprendiz, para passar a mestre, tinha de produzir uma obra perfeita perante os irmãos de ofício, que eram as autoridades da corporação, passou o homem rapidamente para o regime da produção feita por meio de máquinas, dentro de grandes fábricas. Não houve uma gradativa adaptação entre as duas situações sociais.
Houve, isto sim, uma súbita modificação de situação, provocada por dois aspectos:
1. A transferência da habilidade do artesão para a máquina, que passou a produzir com maior rapidez, maior quantidade e melhor qualidade, possibilitando uma redução no custo da produção.
2. A substituição da força do animal ou do ser humano pela maior potência da máquina a vapor (e posteriormente pelo motor), que permitia maior produção e economia.
O homem foi substituído pela máquina naquelas tarefas em que se podia automatizar e acelerar pela repetição. Com o aumento dos mercados, decorrente da popularização dos preços, as fábricas passaram a exigir grandes contingentes humanos. Aumentou a necessidade de volume e de qualidade dos recursos humanos.
A mecanização do trabalho levou à divisão do trabalho e à simplificação das operações, fazendo com que os ofícios tradicionais fossem substituídos por tarefas semi-automatizadas e repetitivas, que podiam ser executadas com facilidade por pessoas sem nenhuma qualificação e com enorme simplicidade de controle. A unidade doméstica de produção, ou seja, a oficina, o artesanato em família, desapareceu com a súbita e violenta competição, surgindo dai uma pluralidade de operários e de máquinas nas fábricas.
Esse crescimento foi acelerado graças ao abaixamento dos custos de produção que propiciou preços competitivos e um alargamento do mercado consumidor da época. Isso aumentou a demanda de produtos e, ao contrário do que se previa na ocasião, as máquinas não substituíram totalmente o homem, mas deram-lhe melhores condições de produção. O homem foi substituído pela máquina naquelas tarefas em que se podia automatizar e acelerar pela repetição. Com o aumento dos mercados, decorrente da popularização dos preços, as fábricas passaram a exigir grandes contingentes humanos. Aumentou a necessidade de volume e de qualidade dos recursos humanos. A mecanização do trabalho levou à divisão do trabalho e à simplificação das operações, fazendo com que os ofícios tradicionais fossem substituídos por tarefas semi-automatizadas e repetitivas, que podiam ser executadas com facilidade por pessoas sem nenhuma qualificação e com enorme simplicidade de controle. A unidade doméstica de produção, ou seja, a oficina, o artesanato em família, desapareceu com a súbita e violenta competição, surgindo dai uma pluralidade de operários e de máquinas nas fábricas.
Fonte: Unimep

Inglaterra - A Revolução Industrial

"A partir de 1776, com a invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e a sua posterior aplicação à produção, uma nova concepção de trabalho veio modificar completamente a estrutura social e comercial da época, provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica, política e social que, num lapso de aproximadamente um século, foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. É o período chamado de Revolução Industrial, que se iniciou na Inglaterra e rapidamente se alastrou por todo o mundo civilizado.Revolução Industrial pode ser dividida em duas épocas bem distintas:1780 a 1860: 1ª Revolução Industrial ou revolução do carvão e do ferro.1860 a 1914: 2ª Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade.Embora tenha se iniciado a partir de 1780, a Revolução Industrial não adquiriu todo o seu ímpeto antes do século XIX. Ela surgiu como uma bola de neve em aceleração crescente. A 1ª Revolução Industrial pode ser dividida em 4 fases:1ª fase: a mecanização da indústria e da agricultura, nos fins do século XVIII, com o aparecimento da máquina de fiar (inventada pelo inglês Hargreaves em 1767), do tear hidráulico (inventado por Arkwright em 1769), do tear mecânico (por Cartwright em 1785), do descaroçador de algodão (por Whitney em 1792), que vieram substituir o trabalho braçal e a força motriz muscular humana, animal ou ainda da roda de água. Eram máquinas grandes e pesadas, mas com incrível superioridade sobre os processes manuais de produção da época. O descaroçador de algodão tinha capacidade para trabalhar mil libras de algodão enquanto, no mesmo tempo, um escravo conseguia trabalhar cinco.2ª fase: a aplicação da força motriz à indústria. A força elástica do vapor descoberta por Dénis Papin, no século XVII, ficou sem aplicação até 1776, quando Watt inventou a máquina a vapor. Com a aplicação do vapor às máquinas, iniciam-se as grandes transformações nas oficinas, que se converteram em fábricas, nos transportes, nas comunicações e na agricultura.3ª Fase: o desenvolvimento do sistema fabril. O artesão e a sua pequena oficina patronal desapareceram para dar lugar ao operário e às fábricas e às usinas, baseadas na divisão do trabalho. Surgem novas indústrias em detrimento da atividade rural. A migração de massas humanas das áreas agrícolas para as proximidades das fábricas provoca o crescimento das populações urbanas, com o surgimento de favelas, redução das condições de saúde e, conseqüentemente, o aumento da mortalidade.4ª fase: um espetacular aceleramento dos transportes e das comunicações. A navegação a vapor surgiu com Robert Fulton (1807) nos Estados Unidos e logo depois as rodas propulsoras foram substituídas por hélices. A locomotiva a vapor foi aperfeiçoada por Stephenson, surgindo a primeira estrada de ferro na Inglaterra (1825) e logo depois nos Estados Unidos (1829). Esse novo meio de transporte propagou-se vertiginosamente. Outros meios de comunicações foram aparecendo com uma rapidez surpreendente: Morse inventa o telégrafo elétrico (1835), surge o selo postal na Inglaterra (1840), Graham Bell inventa o telefone (1876). Já se esboçam os primeiro sintomas do enorme desenvolvimento econômico, social, tecnológico e industrial e as profundas transformações e mudanças que ocorreriam com uma velocidade gradativamente maior.Com todos esses aspectos define-se cada vez mais um considerável controle capitalista sobre quase todos os ramos da atividade econômica."
Fonte: Unimep

LUDISMO

O Luddismo é o nome do movimento contrário à mecanização do trabalho trazida pela Revolução Industrial. Adaptado aos dias de hoje, o termo ludita (do inglês luddite) identifica toda pessoa que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias, geralmente vinculadas ao movimento anarcoprimitivista.
As reclamações contra as máquinas e a sua substituição em relação à mão-de-obra humana, já eram normais. Mas foi em 1811, na Inglaterra, que o movimento estourou, ganhando uma dimensão significativa.
O nome deriva de
Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas".
Para além de histórico, este termo representa também um conceito político, usado para designar todos aqueles que se opôem ao desenvolvimento tecnológico ou industrial. Estas pessoas são também chamadas de "luddites" ou "ludditas" e o movimento social é hoje conhecido como o neo-ludismo.
Para o historiador Eric J. Hobsbawn. o ludismo "era uma mera técnica de sindicalismo no período que precedeu a revolução industrial e as suas primeiras fases".
O Movimento Ludista teve o seu momento culminante no assalto noturno à manufatura de William Cartwright, no condado de York, em Abril de 1812. No ano seguinte, na mesma cidade, teve lugar o maior processo contra os ludistas: dos 64 acusados de terem atentado contra a manufatura de Cartwright, 13 foram condenados à morte e 2 a deportação para as colônias. Apesar da dureza das penas, o certo é que o movimento ludista não amainou, dado que os operários viviam em péssimas condições.
A generalização do modo de produção industrial e a criação das primeiras trade unions (sindicatos) limitaram o alcance e as possibilidades das revoltas ludistas, fazendo com que o ludismo entrasse em declínio em meados do século XIX. O ludismo não foi um fenômeno exclusivamente inglês.