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segunda-feira, 25 de abril de 2011

ESTEREÓTIPO

"Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. Sua aceitação é ampla e culturalmente difundida no ocidente, sendo um grande motivador de preconceito e discriminação.
Conceito infundado sobre um determinado grupo social, atribuindo a todos os seres desse grupo uma característica, frequentemente depreciativa; modelo irrefletido, imagem preconcebida e sem fundamento.
O Estereótipo também é muito usado em Humorismo como manifestação de racismo, homofobia, xenofobia, machismo e intolerância religiosa. É muito mais aceito quando manifestado desta forma, possuindo salvo-conduto e presunção de inocência para atingir seu objetivo."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

51 ANOS DE BRASÍLIA (apelidada de Disney brasileira)


"Brasília vulgo BSB, é a maior cidade do interior de Goiás. Ela está localizada na Fazenda Distrito Federal de propriedade da família Roriz-cida. Foi construída durante o governo de Juscelino Kubitschek, presidente com quem todos os atuais presidentes querem se comparar, na tentativa de chegar perto de um mineiro safado que conseguiu fazer a maior obra superfaturada da história e ainda ser reconhecido como "estadista".
Brasília, também conhecida pelos locais como "BRASILA" ou "BrasÓlia" (caixa alta sic), e assinada nos cheques como BSB, também é muito conhecida como o maior presídio de segurança mínima do Brasil. É lá que a cada 4 anos, cidadãos de todo o pais escolhem os ladrões mais perigosos dos seus estados para ficarem presos ( presos? ). Brasília é o lugar em que se paga caro por tudo: uma garrafa de cerveja nos bares mais pé-de-chinelo custa em torno de R$ 3,50, enquanto em outros lugares custa R$ 1,50. De vez em quando você encontra por 4 reais.
Bras-Ilha é outra denominação que faz sentido. Aqui vive a maior população de retirantes que comprou diploma só pra passar em concurso público, ganhou um trocos, mas continua ignorante do mesmo jeito e acha que virou gente. O termo também é justo em vista de ser considerada a "Ilha da Fantasia" do Brasil, sendo entrecortada constantemente pelo meio de transporte típico local que é o famoso Trem-da-Alegria."

domingo, 20 de março de 2011

Em discurso, Obama justifica ataque à Líbia e fala do passado político de Dilma


O presidente dos EUA, Barack Obama, chegou ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro por volta das 15h deste domingo (20), onde fez um discurso a cerca de 2.000 pessoas. Obama, sem gravata, cumprimentou os convidados em português, falou sobre o clássico de futebol entre Vasco e Botafogo, que aconteceu hoje na cidade, e brincou com os presentes. “Alô, Cidade Maravilhosa, obrigado a todo o povo brasileiro”, disse.
Obama defendeu mais uma vez a integração entre os EUA e o Brasil, falando principalmente sobre as parcerias econômicas dos dois países. O presidente elogiou ainda o etanol brasileiro.
O presidente exaltou a relação entre os dois países e defendeu o fortalecimento dos laços entre EUA e Brasil.
Obama abordou questões internacionais, citando a tragédia no Japão –que encontra no Brasil sua maior comunidade fora do país– e a atual situação no Oriente Médio. Os EUA estão junto com França, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Itália promovendo uma intervenção militar na Líbia contra a ditador Muammar Gaddafi, que está há mais de 40 anos no poder.
“Todos merecemos viver sem medo e temos o direto de escolher como seremos governados”, disse, defendendo que estes direitos não são pregados pelos EUA, mas sim são direitos universais. "Nós sabemos que o futuro do mundo árabe será determinado pelo próprio povo. Não devemos temer as mudanças", declarou. "Onde a luz da liberdade brilha, todo o mundo se torna mais brilhante. É o exemplo do Brasil."
Obama exaltou a democracia brasileira e citou as manifestações populares na Cinelândia na época das Diretas Já. O mandatário também falou sobre o passado político da atual presidente, Dilma Rousseff, como exemplo de superação. Dilma foi militante política contrária à ditadura militar e chegou a ser presa pelos militares na época. Obama ainda lembrou do passado pobre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente ressaltou ainda os valores que considera que Brasil e Estados Unidos possuem em comum. "Nossas duas nações têm muitos desafios, mas no fim é a nossa história que nos dá maior esperança para o amanhã. Vivemos em lugares e que pessoas comuns fizeram coisas fora do comum", afirmou.
Sem mencionar as discórdias recentes entre os dois países –o polêmico acordo nuclear assinado por Brasil e Turquia com o Irã, além da saída conturbada do poder do ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya– Obama pregou o trabalho em conjunto.
"Nossos países nem sempre concordaram sobre tudo, e haverá diferenças de opiniões. Mas vim para dizer que os Estados Unidos torcem pelo sucesso do Brasil. Vamos ficar lado a lado, como parceiros iguais, munidos de respeito mútuo e de projetos que queremos realizar juntos", declarou. Durante esta visita ao Brasil, Obama não escondeu o interesse americano em participar da exploração do petróleo do pré-sal e em ser um bom comprador do combustível fóssil.
*Com informações do UOL Notícias, em São Paulo

LIÇÕES DO CÍRCULO DO FOGO

"Habitantes de um arquipélago incrustado no chamado "círculo de fogo", com passado milenar de tsunamis, terremotos e tufões, os japoneses são um povo consciente de sua vulnerabilidade, garante o historiador americano Andrew Gordon. E é justamente esse profundo entendimento dos perigos de viver sobre uma terra trêmula que os reveste de constante "sentido de prontidão", completa o pesquisador do Instituto Reischauer de Estudos Japoneses, da Universidade Harvard.
Gordon não tem dúvida de que o preparo para lidar com situações tão extremas é lição tirada do passado sísmico. Em 1923, o terremoto Kanto, considerado a pior calamidade natural já enfrentada pelo país, matou 145 mil pessoas e ajudou a definir a vida no Japão moderno. Até hoje a data de aniversário desse tremor, no mês de setembro, é reservada ao treinamento de segurança em escolas e empresas. Não é à toa que, apesar da magnitude da destruição causada pelo recente terremoto, seguido de tsunami e também de ameaça nuclear, a operação de resgate dos sobreviventes e a busca dos desaparecidos tem se dado com surpreendente calma e organização. "Nem sempre foi assim", explica Gordon, também autor de A Modern History of Japan (Oxford University Press, 2003), atentando para o fato de que muitos foram os anos de desordem e caos japonês. "Essa sociedade ordenada que vemos agora é fruto do aprendizado social do pós-guerra."
Foi também da necessidade de reerguer um país dilacerado por duas bombas atômicas que a sociedade japonesa, em meio aos esforços de reconstrução daquela que já assumiu o posto de segunda maior economia global, finalmente reencontrou a unidade e construiu seu orgulho nacional. Talvez agora, calcula o professor, se o governo conseguir manejar com eficiência a crise nas plantas nucleares do complexo Fukushima-Daiichi, tenha enfim chegado a hora de reconquistar o orgulho ferido pelo mal-estar das duas longas décadas de estagnação econômica. E, de quebra, os governantes poderão finalmente recuperar o prestígio perdido. "
Domingo, 20 de Março de 2011, 02h35
Carolina Rossetti

Técnica para evitar o pior




"Os japoneses aprenderam a conviver com a realidade de que habitam um país propenso a desastres naturais. Além de terremotos e tsunamis, como os da sexta-feira passada, são frequentes os tufões e as erupções vulcânicas.
Para minorar os efeitos dos terremotos, e dos tsunamis, o Japão trabalha em duas frentes - a da tecnologia e a da orientação à população. Diante das centenas de morres provocadas pelo desastre de sexta-feira, e das imagens aterrorizantes de casas, carros e até aviões sendo arrastados pela enxurrada, pode-se questionar se as medidas japonesas antiterremoto são de fato eficientes. A resposta é que sim, elas são eficientes. Mas às vezes a fúria da natureza não pode ser detida pelo engenho humano.
Para evitarem que as construções se desmanchem nos terremotos e que seus destroços façam vítimas, os japoneses usam tecnologias em que os prédios são separados do solo por molas ou esferas deslizantes. Assim, conseguem absorver os tremores. O país tem uma legislação de construção severa, revisada duas vezes nos últimos vinte anos. Uma de suas cláusulas reza que, para erguer um edifício com mais de 13 metros de altura, o engenheiro precisa ter pelo menos dois anos de experiência e ser aprovado num teste aplicado pelo Ministério da Construção.
O treinamento da população japonesa para se proteger dos efeitos de terremotos e tsunamis é intensivo e constante. Em 1960 foi criado o Dia da Prevenção de Desastres. Todo 10 de setembro - data que lembra o maior tremor da história do país, ocorrido em 1923 -, ocorrem simulações do que fazer durante os desastres. Essas simulações incluem evacuar edifícios sem pânico, desligar os registros de gás e água, esconder-se embaixo da mesa e encontrar a saída de um ambiente em chamas. Os bombeiros e o Exército encenam ações de resgate. E tradição que o primeiro-ministro participe amplamente dos treinamentos. As grandes cidades japonesas têm centros de prevenção de desastres, que funcionam o ano inteiro e onde os cidadãos podem obter informações sobre como proceder nas emergências. No dia a dia, os japoneses são incentivados a ter em casa kits com lanterna, água, alimentos enlatados, documentos com o tipo de sangue e rádio de pilha - para receber instruções durante o desastre. Toda família japonesa sabe que, em casa, é preciso prender os móveis à parede e evitar objetos pesados em lugares altos. São providências indispensáveis para um povo que conhece de perto os humores da natureza."
Veja - 14/03/2011

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL




O Governo português criou vários impostos para arrecadar o ouro do Brasil. O principal era o QUINTO. Os garimpeiros eram obrigados a entregar ao governo colonial um quinto (20%) de todo o ouro. Isso gerava insatisfação nas pessoas da Colônia. Os colonos acabavam escondendo ouro das autoridades para não ter de pagar os impostos. Chegavam a obrigar o escravo a engolir grandes quantidades de ouro e mais tarde, o obrigava a vomitar ou defecar o ouro. Se não saísse, rasgava à faca o ventre do escravo. Outra forma de ocultar o ouro era colocando-o em santos do pau oco (p. 50). O ouro ficava dentro das imagens e, como os padres estavam liberados da revista, podiam carregar o ouro.
O governo português reagiu criando as CASAS DE FUNDIÇÃO. Achando o ouro, teria que leva-lo imediatamente para as casas de fundição, na qual iria para o fogo para ser derretido e transformado em lingotes (barras), com selo do governo e a data. Lá era cobrado o Quinto. A população tentou reagir, através da rebelião de Vila Rica, mas o governo acabou torturando e esquartejando o líder, Filipe dos Santos, em praça pública.

A SOCIEDADE MINERADORA – QUEM TRABALHA NA MINERAÇÃO

Na sociedade mineradora havia grande desigualdade social. No topo da escala social estavam os RICOS E PRIVILEGIADOS: proprietários de grandes áreas de mineração, donos de muitos escravos e muito ouro.
Surgiu, em Minas, a CLASSE MÉDIA COLONIAL, pessoas que não eram muito ricas, mas também não faziam parte da classe dos trabalhadores pobres. Era um pequeno proprietário, nem rico nem pobre, donos de estabelecimentos com 3 ou 4 escravos ou médicos, advogados (profissionais liberais) ou padres. Abaixo, vinha uma multidão de TRABALHADORES LIVRES POBRES: carpinteiro, pedreiro, garimpeiro e pequenos comerciantes.
Bem abaixo, estavam os ESCRAVOS: muitos trabalhavam na mineração, pois os donos de grandes lotes de garimpos possuíam dezenas e até centenas de escravos.
A vida dos escravos na mineração era terrível. Ficavam muitas horas com a água dos rios na cintura, mesmo durante o inverno de madrugada até a noite, com berros e pauladas, com costas ardendo e muito cansados. Muitos tinham esperança de serem alforriados. Para isso teria que trabalhar duro, não fugir e ainda denunciar outros escravos desobedientes. Isso os deixava disciplinados, sob controle.

AS ORIGENS DO “Pensamento Rebelde”

No século XVIII muitos intelectuais europeus se dedicaram a pensar criticamente o ANTIGO REGIME, achando que era um tipo de sociedade irracional e injusto. Tais intelectuais eram chamados de ILUMINISTAS. O Iluminismo também é chamado de filosofia das luzes, ilustração, esclarecimento e enciclopedismo. E o Século XVIII, é conhecido como o “Século das Luzes”.
O ANTIGO REGIME é o nome da sociedade que se formou na Europa nos Séculos XV e XVI. Suas três características mais importantes eram: o feudalismo, o absolutismo e o mercantilismo. A nobreza possuía grandes privilégios. Os iluministas acreditavam que tinham a missão de esclarecer os outros indivíduos. Tinham uma proposta para a nova sociedade: um governo só seria justo quando garantisse a liberdade e a igualdade de todos perante a lei.

domingo, 15 de junho de 2008

ESPERANÇA NO SER HUMANO


Quais são as sete maravilhas do mundo?


"Essas obras monumentais de arte, arquitetura e engenharia, foram erguidas pela mão do homem na Antiguidade, entre 4.600 e 2.300 anos atrás. Duas delas ficavam situadas na Grécia - a Estátua de Zeus e o Colosso de Rodes -, duas no Egito - o Farol de Alexandria e as Pirâmides de Gizé - duas na Ásia Menor, onde hoje fica a Turquia - o Templo de Artemis e o Mausoléu de Halicarnasso - e uma na Mesopotâmia, o atual Iraque - os Jardins Suspensos da Babilônia. Essa lista de maravilhas foi compilada entre 150 a.C. e 120 a.C. por filósofos gregos. A maioria dos pesquisadores aponta o escritor Antipater de Sidon como autor principal da lista, mas alguns relatos sugerem que o matemático Philon de Bizâncio pode ser o verdadeiro pai da idéia. Para selecionar as maravilhas do mundo antigo, eles levaram em consideração as informações de autores clássicos como Heródoto, relatos orais, pinturas e até imagens cunhadas em moedas. De todas essas grandiosas construções, as únicas que estão de pé até hoje são as Pirâmides de Gizé - curiosamente, elas são as obras mais antigas da lista, com mais de quatro milênios de idade. As outras foram destruídas por terremotos ou incêndios, desfiguradas por saqueadores ou simplesmente não resistiram à passagem do tempo. Mas a idéia de listar construções incríveis não ficou perdida na Antiguidade. Em 1996, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis repetiu a criação dos gregos e selecionou sete maravilhas do mundo moderno. A lista americana traz o edifício Empire State e a ponte Golden Gate, que ficam nos Estados Unidos; a torre da Comunication Network, no Canadá; o Canal do Panamá; o Eurotúnel, que liga a França à Inglaterra; os diques de proteção às terras da Holanda; e uma construção genuinamente brasileira, a hidrelétrica de Itaipu."

Por Cíntia Cristina da Silva (Fábio Azevedo, Natal, RN)

A RESPOSTA DA SOCIEDADE



A fome e o desemprego são problema mundiais. Em 1993, o Brasil encontrou uma maneira criativa de enfrentar problemas tão complexos. A sociedade brasileira se engajou na Ação da Cidadania contra a miséria e pela Vida, criou cerca de 3 mil comitês em todos os estados, se mobilizou para aplacar fome de 32 milhões de pessoas. O resultado, tão bom quanto surpreendente, mostra que é possível enfrentar o problema. Iniciativas das mais diversas provam que a aposta na cidadania rendeu frutos. O Banco do Brasil foi um dos pioneiros e transformou suas agências bancárias em comitês da campanha contra a fome. Em cerca de 2 mil agências, de uma rede de 3 mil no país, funcionários trabalham espontaneamente pela Ação da Cidadania contra a miséria e pela Vida. Recolhem e distribuem alimentos, apoia a construção de padarias comunitárias e creches e estão presente em 1500 cidades brasileiras. Nas empresas estatais, a adesão à Ação da Cidadania foi imediata, e hoje um comitê reúne cerca de trinta empresas que apoiam a campanha das mais variadas e criativas formas. Nenhum segmento da sociedade ficou indiferente ao problema. A resposta mais criativa partiu da classe artística. Mobilizados pela causa desde o primeiro momento, artistas de todas as áreas promoveram as mais interessantes manifestações culturais. Durante meses, os teatros do Rio de Janeiro e de São Paulo apresentaram, antes do início do espetáculo, convocação para que os espectadores participassem da campanha. Ingressos eram substituídos por quilos de alimentos e a fome ganho os palcos, as telas, as salas de projeção, ganhou comerciais de TV e reuniu, num grande happening, quinhentos artistas na Semana da Arte contra a Fome, um revival da Semana da Arte Moderna de 22. Nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil cantaram contra a fome e contra a miséria em shows que se espalharam por todos o país. A mais impressionante das manifestações de apoio saiu, no entanto, da inusitada iniciativa das detentas do presídio Talavera Bruce. Foi idéia dessas mulheres presas mobilizar cerca de 4500 internos em nove presídios diferentes do Rio e doar para os comitês da Campanha as refeições a que têm direito. Foram 2,5 toneladas de alimentos que garantiram a alimentação de duzentas famílias por duas semanas de novembro do ano passado. Tudo isso e muito mais foi possível porque a sociedade apostou numa nova forma de fazer política, apostou na iniciativa de cada cidadão e cidadã, na descentralização como forma de organização, na iniciativa como forma de estimular a criatividade e as soluções próprias; apostou na parceria entre quem tem o que dar e quem precisa receber, como forma de quebrar a enorme diferença com que as classes média e alta lidam com o problema da fome e da miséria. O que se pode perceber é que a Ação da Cidadania, um ano depois de ganhar as ruas trouxe ao cidadão brasileiro uma nova forma de fazer política, com princípios e estratégias que sempre existiram de forma dispersa na sociedade. O primeiro sinal dessa mudança foi a constatação, inédita no Brasil, de que é possível agir a partir da sociedade e não a partir do Estado. Foi uma mudança no olhar e no andar político. A campanha também provou que é possível partir do concreto e singular e não do global abstrato.

Mas se a Ação da Cidadania cresceu tanto e em todas as áreas, é preciso ressaltar uma importante e decisiva adesão: a da mídia. Foi um passo e tanto na conscientização de um problema que, mesmo aos olhos de todos, era ignorado com uma indiferença tão escandalosa quanto a própria fome. Um dos primeiros comerciais veiculados nas emissoras de TV mostrava exatamente esse comportamento. Dentro de um carro, um senhor tipicamente de classe média fechava o vidro do carro quando um menino de rua, rosto triste e faminto, se aproximava para pedir dinheiro. O sinal abre, o carro anda, o menino fica com fome, A Ação da Cidadania foi o começo do fim da indiferença. Muito mais ainda precisa ser feito.

Herbert de Souza ( Betinho ) * Ano de 94