sábado, 21 de junho de 2008

OS 300 DE ESPARTA



Direção: Zack Snyder
Gênero: Ação

Sinopse: O filme 300 de Esparta conta a história dos honrados guerreiros espartanos que, com uma pequena coalisão de apenas trezentos homens e alguns aliados liderados pelo rei Leônidas, conseguiram resistir por três longos dias uma invasão de centenas de milhares de Persas sob o comando do tirano rei Xerxes, travando no Desfiladeiro das Termopilas uma das mais sangrentas e heróicas batalhas da história da humanidade.

Um século depois, influência japonesa torna-se parte do Brasil







*Novembro de 1907 -- Ryu Mizuno, diretor da Companhia de Imigração do Império (Kokoku Shokumin Kaisha), assina o acordo responsável pela vinda da primeira leva de imigrantes para o Brasil.
*18 de junho, 1908 -- O Kasato Maru chega ao porto de Santos, em São Paulo, e os imigrantes são enviados para trabalhar em seis fazendas, na maioria plantações de café.
*Janeiro de 1930 -- O primeiro grupo de japoneses chega à Amazônia para ajudar a cultivar guaraná. Mais tarde, eles passam a cultivar também a juta e a pimenta-do-reino.
*1932 -- O número de imigrantes japoneses no Brasil passa de 130 mil -- quase 90 por cento deles trabalham nas fazendas.


Por Elzio Barreto
"O patriarca dos Nishimura integrava a primeira onda de imigração japonesa que começou em 1908, quando 781 agricultores pobres chegaram ao porto de Santos a bordo do navio Kasato Maru para trabalhar em seis fazendas.
O Brasil, que tinha abolido a escravidão 20 anos antes, precisava de mão-de-obra para as plantações de café, então o carro-chefe de sua economia, ao mesmo tempo em que a industrialização japonesa deixava sem trabalho sua população rural.
Um século mais tarde -- data celebrada nesta semana com a visita do príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, a São Paulo e Santos --, há cerca de 1,5 milhão de descendentes de japoneses cuja influência sobre a sociedade brasileira envolve desde o setor agrícola e as artes marciais à arquitetura e o setor empresarial.
O príncipe Naruhito estará no país entre quinta-feira e domingo para uma série de atividades. Ele irá visitar o Pavilhão Japonês no parque do Ibirapuera e o Museu Histórico da Imigração Japonesa, em São Paulo, além de participar de uma cerimônia do centenário no Parque Ondas 21, em Santos.

CAIPIRINHA DE SAQUÊ
O bairro paulistano da Liberdade representa um pedaço de Tóquio, com vários pórticos vermelhos de templos xintoístas. Restaurantes de soba e de sushi competem com os karaokês e supermercados nos quais se pode comprar o natto e vários tipos de molho de soja.
"Eu me sinto japonês, mas, quanto aos meus hábitos, sou brasileiro", disse Kaoru Ito, 71 anos, um sobrevivente da bomba atômica de Nagasaki que chegou ao Brasil com 18 anos de idade e que canta em um karaokê da Liberdade todas as semanas.
"Eu gosto da comida brasileira, de feijoada, desse tipo de coisa", disse.
O setor dos alimentos foi um dos mais beneficiados pela mistura cultural.
Os imigrantes japoneses ajudaram a desenvolver vários tipos de frutas e vegetais inexistentes no Brasil, entre os quais o caqui, a maçã fuji e a mexerica poncã, além de contribuírem para melhorar as técnicas agrícolas e de pesca dos brasileiros, afirmou Celia Abe Oi, diretora de comunicações da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.
"Eles mudaram os hábitos alimentares dos brasileiros", disse Oi. "Eles introduziram vários produtos que não faziam parte da dieta nacional."
Até mesmo o drinque brasileiro mais famoso, a caipirinha, ganhou uma versão japonesa com saquê. Feita com o tradicional vinho japonês de arroz no lugar da pinga, as sakerinhas tornaram-se populares em muitos bares pelo país.
A diáspora japonesa forneceu uma porta de entrada para a influência cultural em vários níveis: dos mangás ao seriado de TV "Ultraman" nos anos 1980, da arquitetura ao design.
O arquiteto Ruy Ohtake, filho da artista plástica Tomie Ohtake, disse que, apesar se suas raízes asiáticas, seus projetos são "marcadamente brasileiros".
Ele citou como exemplo seu projeto para a Embaixada do Brasil em Tóquio, realizado nos anos 1980, quando surpreendeu muitos que esperavam ver uma construção de estilo japonês.
'Algumas pessoas pensaram que eu faria algo bastante japonês. Mas minha formação deu-se toda aqui, de forma que o projeto acabou por revelar-se brasileiro.'"

sexta-feira, 20 de junho de 2008


"A cidade-estado de Esparta, situada nas beiras do rio Eurotas, na região do Peloponeso, na Grécia, foi um dos fenômenos mais fascinantes da história em todos os tempos, tão fascinante que até seus vizinhos e rivais, os atenienses , dedicaram-lhe longos estudos sobre os usos, costumes e instituições lá vigentes. Aliás é graças a eles, aos filósofos, a historiadores e pedagogos atenienses: a Platão, a Xenofonte, a Aristóteles, a Isócrates e a Plutarco , que sabemos como os espartanos viveram.

Constitucionalmente a polis espartana tinha algumas excentricidades. Por exemplo, ela era governada por uma diarquia, isto é, tinha dois reis que se revezavam no trono. Os monarcas (archangentai) descendentes das duas casas reais (a dos Agiadai e a dos Eurypontidai), eram controlados por um Senado (Gerúsia) composto de 28 senadores (gerontos), com poderes equivalentes ao dos monarcas e que atuava como uma espécie de órgão intermediário entre os cidadãos e o rei, tendo, segundo Platão, a função de lastro, dando estabilidade ao sistema.. Para o controle geral da sociedade aprovaram, em tempos posteriores, uma espécie de regime de fiscais - o eforato - composto por cinco éforos, ou magistrados, eleitos pelo povo, que controlavam todos os aspectos da vida espartana, inclusive corrigindo e censurando os reis. Devido à militarização generalizada dos costumes deles, chegaram a desenvolver uma linguagem própria, o laconismo: uma fala telegráfica que procurava expressar-se com o mínimo possível de palavras. Obviamente, numa sociedade em que não se cultivava a democracia nem o fascínio pela oratória, não era necessário um estudo muito profundo das coisas nem estimulava-se os discursos retóricos, muito menos a especulação filosófica."

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA

Ao longo do século XIX, as potências industrializadas européias adquiriram colônias e formaram grandes impérios coloniais nos continentes africano e asiático. Além das nações européias, participaram deste sistema de exploração econômica e de dominação política os Estados Unidos e o Japão.
Após a Primeira Guerra Mundial, surgiram movimentos de libertação nas áreas dominadas, mas as propostas anticolonialistas fracassaram. A partir de 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, inúmeras foram as transformações verificadas: a economia européia entra em crise, Estados Unidos e URSS passam a disputar a hegemonia internacional e as antigas colônias iniciam os movimentos de emancipação política - a descolonização.
Em 1947, a Índia, antiga colônia britânica, conseguiu a sua independência, enquanto que em 1948 a Birmânia também se toma independente. Na África, a Libéria, a Etiópia e a República Sul-Africana já eram independentes antes de 1945. Entretanto, foi na década de 60 que o movimento de emancipação das colônias africanas se tomou mais forte.
Acredita-se que não è extremamente importante conhecer todos os países que surgiram em conseqüência do processo de descolonização. Mais importante é, sem dúvida, analisar os instrumentos utilizados para que se efetuasse a separação política e o significado desta.
A Revolução Russa de 1917 exerceu profunda, influência nas lutas anticolonialistas. Foi deste país que partiram as primeiras manifestações sobre o direito de autodeterminação dos povos, ratificado, posteriormente, pela Carta de São Francisco, que oficialmente criou a ONU. Também as preocupações sociais dos líderes dos movimentos de libertação se identificavam com o pensamento dos revolucionários russos. Mas a idéia que causou maior impacto foi a teoria do partido. Segundo Lenin, há a necessidade de uma liderança partidária capaz de fazer avançar o movimento social. A direção dos movimentos nacionais nas áreas colonizadas viu nessa teoria o modelo ideal para o desenvolvimento da luta anticolonialistas.

O “Plano Cohen” (1937)

Contudo, o Congresso Nacional, sentindo as manobras golpistas de Vargas, o impediu de renovar o estado de sítio. Para forçar a situação, Vargas simulou a farsa do Plano Cohen, de autoria duvidosa: tratava-se de um plano supostamente comunista, que visava ao assassinato de personalidades importantes, a fim de tomar o poder. Segundo a versão dos interessados na farsa, o documento fora "descoberto" e entregue a Góis Monteiro pelo capitão Olímpio Mourão Filho, membro integralista. O nome Plano Cohen foi dado por Góis Monteiro, responsável pela divulgação alarmista por toda a imprensa.
Diante da "ameaça vermelha", o governo pediu o estado de guerra, e o Congresso concedeu. Criaram-se assim as condições para o golpe. Getúlio buscou e conseguiu o apoio do governador de Minas, Benedito Valadares; no nordeste, a missão Negrão de Lima conseguiu a adesão de vários estados.
No dia 9 de novembro de 1937, Armando de Sales Oliveira apelou para as Forças Armadas, pedindo a manutenção da legalidade. Inutilmente, pois Francisco Campos, de tendência integralista e futuro ministro da justiça, já tinha sido encarregado de redigir a nova Constituição.
No dia seguinte, usando como pretexto a necessidade de se colocar fim às agitações, Vargas decretou o fechamento do Congresso e anunciou a nova Constituição. Em 2 de dezembro de 1937, os partidos foram dissolvidos. Era o início do Estado Novo.

Mês de junho é marcado pelo Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

Além das tradicionais festas juninas, o mês de junho de 2008 está sendo marcado pelas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
O Brasil comemora, cem anos da chegada das primeiras 165 famílias japonesas nas areias de Santos, litoral de São Paulo. Atualmente, o Brasil abriga cerca de 1,5 milhão de nikkeis (descendentes de japoneses que nasceram fora do Japão), é a maior comunidade nipônica fora do Japão. No dia do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, comunidades nipônicas espalhadas por todo o país realizarão uma grande festa para comemorar essa data especial.

terça-feira, 17 de junho de 2008

A Construção do Socialismo na China

Stálin, dogmático como sempre, não acreditava na possibilidade dos comunistas tomarem o poder na China. Achava que o melhor a fazer era o PCC se aliar ao KMT para empreender uma revolução democrático burguesa. O velho esquema etapista, ou seja, como se os países fossem obrigados a cumprir as mesmas etapas na evolução histórica. Mao Tse-tung não deu ouvidos a Stálin e liderou a revolução socialista. Logo depois da tomada do poder, o governo comunista fez importantes reformas: distribuiu terra aos camponeses, acabou com a poligamia (um sujeito que tem várias esposas oficiais) e com o casamento forçado pelos pais, controlou a inflação, reconstruiu o país e ampliou os direitos sindicais. Entretanto, desde 1940 permanecia a Nova Democracia, isto é, a China continuava a ter empresários capitalistas. A idéia era uma Revolução Ininterrupta, ou seja, avançar em direção ao socialismo. É óbvio que esses empresários fizeram de tudo para boicotar o governo. Assim, a partir de 1952, começaram as grandes transformações. Com enormes manifestações operárias de apoio ao governo comunista, as grandes empresas foram encampadas pelo Estado e, pouco depois, não havia mais burgueses na China.
Desde o começo da revolução, a China recebeu bastante ajuda soviética: dinheiro, armas, tecnologia, médicos, engenheiros e pesquisadores. Os chineses tentavam construir o socialismo de acordo com as receitas da URSS. Distribuíram terras para os camponeses, criaram cooperativas rurais e fazendas do Estado, alfabetizaram milhões de adultos e deram prioridade para a indústria pesada. No primeiro Plano Quinqüenal (1953-1957) os pequenos proprietários camponeses uniram-se em cooperativas rurais e a indústria teve um razoável crescimento.Entretanto os Chineses sempre foram originais e conscientes de que deviam seguir seus próprios caminhos.No ano de 1957 o PCC lançou a campanha Cem Flores, concedendo grande liberdade para debates públicos. Mao Tsé-tung disse: "Deixai que as flores desabrochem e que floresçam as discussões". As críticas foram maiores do que se esperava. Os camponeses reclamavam que recebiam pouca atenção, operários diziam que tinham aumentos menores que a ampliação da produtividade. Alertava-se contra o crescimento do poder do Partido e sua burocratização. Preocupado com a estabilidade, o PCC censurou as críticas. A liberdade não seria total.
Em 1958, Mao Tsé-tung lançou o projeto Grande Salto Para a Frente. Toda a China foi mobilizada para que em poucos anos o país se tornasse uma potência econômica. Foi dada prioridade para o campo, estimulando as Comunas Rurais. O que é uma comuna chinesa? Uma grande fazenda com autonomia financeira, grande igualdade de salários, espécie de mini-mundo comunista, com escolas e hospitais gratuitos e até oficinas e pequenas fábricas. Para desenvolver a indústria, trabalhava-se sem parar. Inclusive nas aldeias camponesas construíram-se pequenas fornalhas onde se jogava no fogo todos os pedaços de metal encontrados. O ensino procurou levar milhares de estudantes a trabalhar na agricultura, ao mesmo tempo em que o aprendizado técnico era ligado à educação ideológica ("A política do Comando"). O Grande Salto foi um fracasso, a indústria cresceu muito pouco e as tais fornalhas no campo só serviram para desperdiçar matéria prima. Muitos hospitais e escolas rurais não puderam se sustentar por falta de recursos. Pra piorar, houve terríveis enchentes. Como se isso não bastasse, a China perdeu a ajuda da URSS.